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Os 10 Melhores Filmes sobre Peças de Teatro

Resolvi entrar na onda das listas “10 Mais” e criei esta lista: Os 10 Melhores Filmes sobre Peças de Teatro. Um tema um tanto não usual, mas bastante interessante.

Pensei em filmes que eu gosto e reparei que parte deles possui como pano de fundo o teatro ou uma peça que ocorreria, dando deslinde à história. Então resolvi organizar esta lista, cuja ordem decrescente vai do filme que menos tem teatro ao que tem mais, a ponto da peça ser quase um personagem. O critério de desempate foi o filme que mais gostei prevalesce.
Aí vai a lista:
10º Lugar: “Victor Victoria” (Warner, 1982)
Julie Andrews representa Victoria, uma atriz inglesa desempregada que vai à Paris tentar a sorte no vaudeville, mas que não consegue nada por ser “soprano demais”. Então seu amigo Toddy tem a brilhante idéia de travestir Victoria em Victor: o melhor ator de todos na arte de imitar mulheres. Isso mesmo: Victoria se veste de Victor, que interpreta Victoria no teatro. Confuso? Também achei, mas é uma comédia divertidíssima.
O filme não fala especificamente de uma peça de teatro, mas de alguns musicais que Victor/Victoria interpreta nos teatros. Dirigido por Blake Edwards, marido de Julie Andrews.
9º Lugar: “A Chorus Line – Em Busca da Fama” (MGM, 1985)
Zach (Michael Douglas) é um coreógrafo da Broadway, famoso por seu talento e perfeccionismo, e está recrutando um corpo de baile em linha de 06 dançarinos (chorus line) para compor seu mais novo musical. Contudo, ele decide utilizar métodos de seleção menos ortodoxos e convida os candidatos a compartilharem suas emoções, frustrações e lembranças de modo a ajudar na composição dos personagens e da coreografia.
Essa é a adaptação cinematográfica de um importante musical da Broadway, mas que na telona não fez tanto sucesso assim. O filme todo se passa num palco de teatro onde realizam-se os testes, numa perfeita alusão ao símbolo de que a vida é um palco e nela somos os atores. A idéia é até muito boa, mas não é um filme que emociona, a não ser pelas cenas de musicais.
8º Lugar: “All That Jazz – O Show Deve Continuar” (Fox, 1979)
Musical autobiográfico do escritor/diretor/coreórgrafo Bob Fosse, conhecido por grandes musicais da Broadway como “Chicago” e “Bye Bye Blackbird”. Nele o diretor de teatro workaholic Gideon (Roy Scheider) trabalha simultaneamente na gravação de seu filme e nos ensaios de um musical. Diante da pressão e da vida desregrada, acaba por sofrer um enfarte. No hospital sua vida está por um fio, e, em emocionantes diálogos com a Morte, vê flashes de sua vida como grandes números musicais, revisitando medos, temores, vícios, paixões e muito trabalho.
Texto irreverente, diálogos inteligentes, números musicais estonteantes “All That Jazz” é um tributo ao teatro musical e àqueles que trabalham com esta arte.
7º Lugar: “Pinoquio” (Disney, 1940)
Gepetto é um artesão de brinquedos, idoso e solitário que sonha em ser pai, até o dia em que constrói Pinoquio, por quem desenvolveu um amor paterno. Ao desejar de coração que o boneco fosse seu filho, a Fada Azul resolve atendê-lo, mas, antes de tornar Pinoquio um menino de verdade, ele deveria aprender valores que todas as crianças deveriam adquirir, como coragem, verdade, família, gratidão, responsabilidade, etc. Para que mantivesse sempre focado no seu objetivo, foi designado um Grilo Falante que seria sua consciência. O sonho do boneco e de seu pai é interrompido diversas vezes quando Pinoquio, no auge do paradoxo inocência/malícia infantil, resolve matar aulas para se divertir com seus amigos e arrumar muitas confusões.
Filme clássico e lindíssimo, que apresenta uma lição moral muito importante às crianças. A cena do teatro é clássica, em que Pinoquio é seqüestrado e apresentado ao público como o boneco de madeira que se controla sozinho, sem o auxílio dos cordões.
6º Lugar: “O Fantasma da Ópera” (Warner, 2004)
Adaptação para o cinema do musical clássico de Andrew Lloyd Weber. Christine Raee (Emmy Rossum) é uma bailarina órfã que mora no teatro Opéra Populaire desde a morte de seu pai, aos 06 anos. Desde então a mítica figura do Fantasma da Ópera (Gerard Butler), um homem deformado por doença degenerativa e que mora às sombras do teatro escrevendo os espetáculos, a persegue com intuito de protegê-la, pois vê nela uma cantora em potencial. Assim, desde cedo treina a jovem Christine para ser a leading singer dos espetáculos que escreve, utilizando-se de paredes, portas e salas secretas como forma de esconder-se, mas deixar sua voz em evidência, utilizando-se da alcuha “Anjo da Música”.
O perfil perfeccionista e psicopata do Fantasma o fazem desenvolver uma paixão platônica pela moça a ponto de perseguir e matar todos aqueles que se interpõem em seu caminho, inclusive o mecenas do teatro, o Visconde Raoul de Chagny (Patrick Wilson), noivo de Christine.
A história se passa dentro do Opéra Populaire e constantemente os personagens estão ensaiando ou encenando uma peça teatral. Inclusive a última delas é a forma que o Fantasma encontra de sequestrar e aprisionar sua amada Christine. Filme lindo, eletrizante, sexy e emocionante.
5º Lugar: “High School Musical” (Disney, 2005)
O pessoal pode falar, mas eu acho muito legal esse filme. É jovem, divertido, alegre e muito contemporâneo. Conta a histórica de Troy (Zac Efron), um talento do basquete estudantil, mas que possui uma vontade íntima e particular de participar do musical da escola ao lado da neófita Gabriella (Vanessa Hudgens), uma aluna com QI alto. Mas seus amigos não aceitam essa mudança, e fazem de tudo para interromper o sonho dos dois. Será que os padrões estereotipados poderão se sobrepor ao talento de cada um e ao amor que eles sentem um pelo outro?
O filme todo gira em torno do musical da escola, a ponto de ser este o título da obra. Aliás, o título é um trocadilho, pois “high school musical” tanto pode ser “o musical da escola” quanto “uma escola musical” ou mesmo “um musical sobre a escola”.

4º Lugar: “Shrek Terceiro” (Dreamworks, 2007)

Terceiro filme da famosa e bem sucedida série, neste episódio Shrek (Mike Myers) herda o trono de Tão Tão Distante, mas é um ogro que só quer viver a paz e a tranquilidade de seu pântano ao lado de sua esposa Fiona (Cameron Diaz) e seus filhos que estão por nascer. Para garantir seu futuro, vai atrás do Príncipe Arthur (Justin Timberlake) para que este assuma o reino. Contudo, o metrossexual e fracassado ator Príncipe Encantado (Rupert Everet) quer vingar a morte de sua mãe Fada Madrinha (morreu no filme Shrek 2) e assumir o reino que acha que é seu. Para isso, produz uma peça macabra e sangrenta onde ele, o personagem principal, finalmente matará o ogro e se casará com a princesa, reinando ao lado dela. Vocês acham?
A Dreamworks se supera a cada filme da série Shrek, e esse é muito bom. O teatro não é pano de fundo da história, mas vai um pouco mais além, pois é momento fundamental da história. Vale a pena assistir.
3º Lugar: “Shakespeare Apaixonado” (Universal, 1998)
William Shakespeare (Joseph Fiennes), famoso dramaturgo inglês é contratado para escrever uma aventura para o teatro. Contudo, ele só consegue produzir suas peças com uma musa inspiradora. Sem saber o que escrever, conhece a Lady Viola Lesseps (Gwyneth Paltrow), burguesa prometida em casamento ao nobre falido Lorde Wessex (Colin Firth). Will e Viola vivem uma história de amor verdadeiro e intenso, inspirando-o a escrever o seu aclamado “Romeu e Julieta”.
O filme é lindo, pois mostra passagens do romance de Shakespeare e Viola e como esses momentos refletiram nas famosas e imortalizadas cenas de Romeu e Julieta. O teatro é a essência do filme, tudo gira em torno da produção e encenação da peça.
2º Lugar: “Moulin Rouge – O Amor em Vermelho” (Fox, 2001)
Christian (Ewan Mc Gregor) é um jovem idealista que, a contragosto do pai, se muda para Montmatre, Paris, onde possa buscar inspiração para escrever um musical. Lá conhece Toulouse-Lautrec (John Leguizamo) e seus amigos, que buscam alguém que possa escrever uma peça teatral sobre os valores boêmios: verdade, liberdade, beleza e amor acima de tudo.
Harold Zidler (Jim Broadbent) costuma produzir peças em seu bordel Moulin Rouge, mas somente aquelas potencialmente lucrativas. Para tal, a Christian caberá seduzir Satine (Nicole Kidman), que, por sua vez, convencerá Zidler da viabilidade do espetáculo. Por ser um idealista, Christian se apaixona por Satine, que tem medo de viver esse amor por ser uma cortesã. Além disso, o financiador da peça é o Duque de Monroth (Richard Roxburgh), que é apaixonado pela cortesã, que vive um impasse entre o amor verdadeiro e o interesse econômico.
Um dos filmes mais lindos de todos os tempos, Moulin Rouge resgata os princípios dos grandes romances, como A Dama das Camélias e a ópera La Traviatta, em que o amor vence tudo, cura todas as feridas e redime todos os pecados. E o teatro é a essência da história, pois o amor de Christian e Satine é, na verdade, o enredo do texto que o rapaz escreve.
1º Lugar: “Os Produtores” (Columbia, 2005)
Adaptação para o cinema do musical homônimo da Broadway, que, por sua vez foi baseado no filme “Primavera para Hitler” de 1968. Todas essas versões foram escritas e adaptadas por Mel Brooks. Esta divertidíssima comédia se passa em NY no pós II Guerra Mundial, em que o EUA saíram vitoriosos, mas o mundo ainda estava com feridas abertas, principalmente o genocídio de judeus. Neste contexto está Max Bialystock (Nathan Lane), um falido produtor da Broadway que só tem produzido fracassos e depende de dinheiro de velhinhas ricas e taradas.
Após sua última derrota nos palcos e nas bilheterias com a peça “Funny Boy”, Max conhece Leopold Bloom (Matthew Broderick), um contador histérico e problemático que sonha em ser produtor da Broadway. Leo descobre que um fracasso rende muito mais dinheiro que um sucesso, pois, com a falência da peça, os investidores não exigiriam seus lucros, e um maquiavélico jogo de contabilidade poderia esconder a diferença, desviando-a para o Caixa 2.
Contudo, o sucesso deste golpe só seria garantido se o resultado da peça fosse um fracasso total e certo, porque, do contrário, a Receita viria atrás do dinheiro e os mandaria à cadeia. Então, os dois golpistas saem em desenfreada busca pelo pior texto até então escrito, pelo pior diretor de teatro já nascido e contratam os piores atores, com o intuito de montar o pior espetáculo da Terra, o infame “Primavera para Hitler”, e fugir com o dinheiro para o Rio de Janeiro. É um filme do Mel Brooks, já dá para imaginar a confusão, né?
Essa é uma comédia maravilhosa, linda e divertida que chegou a causar certa comoção nos EUA em 1968, mas hoje é um masterpiece da Broadway, muito elogiado e aclamado, vencedor do 55º Tony (2001). Já encenados em centenas de países, inclusive Brasil (versão de Miguel Falabella), Os Produtores arrancam risos, mas emocionam também o público. E o teatro é tão importante no filme, que ele é praticamente um personagem. Vale a pena ver.
Gostaram??? Espero que sim!! Opinem!!!
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Sobre Marcelo Moreira

"I'm the son of rage and love, The Jesus of suburbia. The bible of none-of-the-above on a steady diet of Soda pop and Ritalin. No one ever died for my sins in hell, far as I can tell, at least the ones I got away with. And there's nothing wrong with me this is how I'm supposed to be. In a land of make-believe I don't believe in me". (Jesus of Suburbia - Green Day)

3 comentários em “Os 10 Melhores Filmes sobre Peças de Teatro

  1. os filmes são legais eu ja asisiti uns e são bom

    bjs +++…………….+++

  2. Boas dicas, entretanto gosto é gosto. Para mim, por exemplo, qualquer lista que não inclua UM VIOLINISTA NO TELHADO entre as 5 primeiras é uma lista limitada. Em todo caso, parabéns pelas sugestões.

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